20/01/2017 |
A importância estratégica dos Químicos |
![]() As Engenharias tem como objetivos as atividades de conceber, estudar, projetar e otimizar as seguintes entidades genéricas: 1º ? engenhos; 2º ? fábricas; 3º ? espaços ocupados ou ambientes: territórios, bacias hidrográficas, atmosferas e Internet e 4º ? veículos e meios para movimentação de entes diversos. Nos EUA, o ChemE-MIT (2016) relata que o ?Paradigma Ciência da Engenharia? iniciou-se em 1960 no ensino da Engenharia Química e ainda domina os cursos e a maioria dos textos educacionais, tendo como bases de raciocínio: 1º ? o conhecimento das moléculas, 2º ? a análise de escalas múltiplas e 3º ? os sistemas (envolvidos nas substâncias e nas ações transformadoras destas em produtos). A Química Industrial estuda, correlaciona e associa os processos químicos industriais de síntese e decomposição de todas as especialidades, com vistas, inclusive, a reciclar rejeitos e descartes. Na segunda metade do Século XX, as disciplinas da antiga Física Industrial dos cursos de graduação foram substituídas gradualmente pelas Ciências das Engenharias Químicas envolvendo reatores químicos e equipamentos de operações unitárias, e complementadas por novas disciplinas de Teoria de Controle e Dinâmica de Processos, além da Instrumentação Industrial. Todas as suas disciplinas dependem fortemente da Física e da Matemática, para desenvolver os cálculos de dimensionamento e projetos. Os químicos industriais egressos da Escola Nacional de Química da Universidade do Brasil, hoje EQ-UFRJ, atuaram na criação e crescimento da Petrobrás e da Petroquímica, indústrias siderúrgicas, metalíferas não-ferrosas, vidros, cerâmicas, refratários, aglomerantes minerais (gesso, cal e cimentos Portland) fertilizantes, alimentos, fármacos, papel e celulose, etc. Muitos químicos industriais complementaram sua formação nos anos 1950 a 1970 para serem engenheiros químicos e foram excelentes profissionais, sem restrições de conhecimentos de Química ou Matemáticas. Antes do crescimento expressivo dos cursos de mestrado e doutorado brasileiros a partir dos anos 1980, a Engenharia Química consagrou-se na Engenharia Química (Industrial ou Clássica) atuante em projeto, operação e manutenção de fábricas ou unidades químicas industriais. E surgiu a Engenharia de Processos Químicos (Computacional ou Avançada), destinada a estudos de viabilidade econômica, otimizar instalações e operações industriais, projetos de sistemas de controle industrial de processos, com forte base de modelagem matemática. A graduação de Engenharia Química tendeu desde os anos 1990 a concentrar-se nas Ciências das Engenharias Químicas. As Escolas de Química brasileiras substituíram as gerações de docentes químicos industriais nos cursos de graduação por mestres e doutores oriundos de programas de pós-graduação de Engenharia Química, vários dos quais mudaram, na Escola de Química da UFRJ, o ensino de graduação de Química Industrial, removendo parte de sua base imprescindível em Ciências Naturais, que precisa ser reinserida. 7 ? AS CIÊNCIAS DAS ENGENHARIAS QUÍMICAS Os fenômenos (bio)químicos, físico-químicos e físicos podem ser naturais ou induzidos, e viáveis para: (a) um sistema simples (uma massa de substância); (b) no interior de um aparato ou equipamento doméstico, comercial, laboratorial, industrial ou militar; (c) em massas em movimento ou estáticas; (d) em nível macroscópico e microscópico, podendo ser consideradas as escalas indicadas Físico-química,Termodinâmica, Fenômenos de Transporte, Cinética Química e Dinâmica de Controle de Processos demandam amplas bases matemáticas lecionadas nos cursos de graduação das profissões da Química para dimensionar e operar equipamentos, e, também, avaliar propriedades e desempenhos de matérias-primas, produtos e descartes durante a criação de processos químicos fabris e despoluidores. Sem usar ensaios com reações químicas, a Engenharia Química Científica torna-se apenas mecanicista. A Ciência dos Materiais envolve a interação entre Química, Física e Físico-Química de sólidos e fluidos. Aplica-se à a carcaça e dispositivos internos dos equipamentos para que suportem reações químicas, temperaturas elevadas e criogênicas, esforços e impactos mecânicos e abrasividade, permitindo o manuseio e estocagem de matérias-primas, produtos e impurezas ou rejeitos/descartes. |
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